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Casos piloto

Dentro do projeto Inundatio foram selecionados três locais chave para desenvolver os respetivos casos piloto. Em seguida, definimos o desenvolvimento dos diferentes casos.
Bacia de Venero Claro
Navaluenga, Ávila
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O ribeiro de Cabrera é uma corrente fluvio-torrencial, afluente do rio Alberche (bacia do Tejo), formada pela confluência de vários ribeiros, na vertente setentrional da sierra del Valle (Serra de Gredos, Sistema Central espanhol). A bacia vertente para o ribeiro tem uma extensão aproximada de 15,5 Km2, apresentando uma forma subtriangular. O desnível máximo dentro da bacia é de 1,188 m numa longitude linear de 5500 m, definindo uma inclinação média de 21,6%

A temperatura média anual é de 14,6°C; a média das mínimas é de 6,3°C (o mês mais frio é janeiro); a média das máximas equivale a 24,8ºC (o mês mais quente é julho). A precipitação média anual é de 414 mm; o mês que regista maior precipitação é novembro, com 52,59 mm de média; agosto é o mês em que menos chove, registando unicamente 9,50 mm.

O substrato litológico é composto por granitoides e formações superficiais do período quaternário constituídos por aglomerados, gravilha, areias e limos, que cobrem as ladeiras, fundos de vale e depressões tipo nave. Os solos são fundamentalmente entissolos (que se formam sobre mantos de meteorização dos materiais graníticos), fluvissolos e inceptissolos. A vegetação é constituída por 43% de Pinus pinaster, e em menor medida também por sylvestris e Alnus glutinosa.

A bacia e os ribeiros que a drenam têm uma atividade dinâmica fluvio-torrencial. Prova disso, foi o acontecimento de 18 de dezembro de 1997. Por volta das 24h30 dessa data, ocorreu um evento torrencial repentino ao longo do ribeiro de Cabrera. Nos meses antecedentes de novembro e dezembro de 1997, a precipitação acumulada na vertente setentrional de sierra del Valle foi de 817,7 mm. Na semana anterior ao evento, tinham ocorrido precipitações sob a forma de neve, pelo que a massa de solo já estava em boa medida saturada. Durante a noite de 18 de dezembro, um evento extremo de precipitação desencadeou, no fundo de um talvegue em La Atalaya, um movimento gravitacional de tipo misto, com deslizamento na cabeceira (criando uma fratura na coroa). Paralelamente, ocorriam deslizamentos que cobriam as ladeiras e que eram mobilizados por sapamento. A grande massa de blocos (bolas graníticas) e material fino (areias e limos de meteorização) foi ganhando velocidade como resultado da liquefação do material ao receber a entrada de água dos afluentes mais caudalosos.

No ano de 2003, começou a delinear-se uma instrumentação hidrológica que, inicialmente, contou com três pluviómetros e um limnígrafo (Colónia). Posteriormente, a rede foi complementada com outros três pluviómetros, outro limnígrafo e um dispositivo para a medição da humidade do solo, com três sensores em diferentes profundidades. Por último, desde setembro de 2012, a bacia dispõe de um radar meteorológico portátil banda X Rain Scanner de alta resolução espacial (decamétrico), assim como três estações meteorológicas completas com transmissão de dados por GPRS via telefónica.

Gave de Pau Amont e Nive
País Vasco Francés
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A bacia alta do Nive cobre aproximadamente 911 km². Tem um relevo acentuado que abarca desde colinas até média montanha, com encostas relativamente pronunciadas (300 m de desnível em 60 kg de comprimento).

Embora os seus principais afluentes se situem em França, alguns alimentam a província de Navarra.

A bacia propriamente dita apresenta diferenças ao nível local, dado que algumas zonas são geologicamente propícias para os fluxos subterrâneos.

Suporta também precipitações abundantes, tendo caudais característicos elevados. Os maiores caudais são observados nos meses de inverno e primavera (dezembro a maio), mas podem ocorrer grandes inundações no início do verão (como ocorreu em 2014).

O Gave de Pau é um afluente da margem esquerda do rio Adour com uma extensão total de 193 km. Nasce no Circo de Gavarnie, a cerca de 2500 metros de altitude, atravessa os departamentos dos Hautes-Pyrénées (Altos Pirenéus), Pyrénées-Atlantiques (Pirenéus Atlânticos) e Landes e desemboca no Adour. A bacia do Gave de Pau, situada na bacia do Aldour, drena uma superfície total de 2780 km².

A montante, o Gave de Pau tem uma extensão de 72,3 km para uma superfície de 1250 km². Delimitado entre a planície de Lourdes (420 m) e a fronteira com Espanha, onde culminam os picos mais altos da cadeia pirenaica francesa (Vignemale, Taillon), o curso superior da bacia do Gave de Pau constitui uma cabeceira de bacia montanhosa cujo limite hidrológico corresponde quase com a fronteira entre os Altos Pirenéus e os Pirenéus Atlânticos.

Ribeira das Vinhas
Sierra de Sintra, Cascais

EM BREVE